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quarta-feira, dezembro 19, 2007

Lugares vazios nos estádios…




Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses?

Paulo Gonçalves Marcos


Lugares vazios, muitos, entre aqueles que têm uma forte e antiga ligação ao clube. Mesmo em importantes jogos europeus ou da Liga portuguesa. Um cenário que se repete pelos estádios de futebol portugueses. E que tem vindo a agravar-se de época para época. Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses? Ou teremos apenas um clássico problema de preço e de marketing?

A maioria dos gestores das organizações percebe, admiravelmente, o impacto do preço sobre a procura de seus produtos. Mas a compreensão sobre a procura é, no máximo, assaz mais incipiente…O que procuramos ilustrar neste artigo é como o preço e a forma de venda têm um impacto tremendo sobre o consumo e sobre as probabilidades de repetição da compra. Como as decisões financeiras de venda antecipada de espectáculos têm impactos financeiros profundos a longo prazo…

A venda em pacote, de vários produtos, tem como função estimular a compra de mais que aquilo que os compradores inicialmente teriam planeado. O caso do pacote de jogos anual que os clubes portugueses colocam em venda ainda antes de começar cada nova época, não é substancialmente diverso dos pacotes dos bancos (com as contas ordenado, os cartões e as domiciliações), da Orquestra Gulbenkian (com as assinaturas anuais), dos ginásios ou mesmo dos clubes de Ténis e Golfe.

Imediatamente após o desembolso, o comprador sente a necessidade de justificar o investimento. Aumenta então, exponencialmente, o seu consumo do produto. Ao fim de algum tempo, pouco, diminui o “peso da consciência”. E a necessidade psicológica de consumir (assistir aos jogos…) decorrente da supracitada justificação. O fenómeno tende a ser agravado pelo empacotar dos jogos de época num preço único, o que leva a que o adepto ou associado perca a noção do custo unitário. Em alguns casos, ao fim de algum tempo, pode mesmo considerar que os jogos passaram a ter um custo nulo, e comportar-se como tal.

Ou seja, tudo o que é grátis não tem valor… ademais quando a equipa começa a jogar menos bem… e se o título se torna progressivamente uma miragem… o adepto pára de consumir assistências aos jogos… e de comer e beber no estádio… ou de comprar produtos alusivos ao seu clube… Mais grave, todos os estudos empíricos o demonstram, as probabilidades de repetir a compra dos lugares cativos ou dos lugares de época, reduzem-se substancialmente… O que leva o clube a um esforço sempre renovado e titânico para captar novos “assinantes” para os seus produtos de época inteira…

Por mais que a captação avance, o número de consumidores não aumenta… um pouco como a alegoria em que a água que entra na piscina é perdida pelas fendas na base da mesma...

Organizações onde a venda atempada dos produtos também se coloca, como fizemos alusão anteriormente, têm adoptado várias estratégias que permitam a seus clientes (“associados”) perceber claramente o valor daquilo que adquiriram. Alisar o desembolso, de forma a que a psicologia de compensação funcione, é uma das formas. É o caso dos bancos que depois da aquisição enviam informação ao cliente mostrando o quanto lhes custaria a aquisição em separado de cada um dos produtos da conta ordenado ou dos hotéis que exibem o menu da meia pensão lado a lado com o preço dos mesmos pratos adquiridos individualmente. Ou ainda dos ginásios, que procuram alisar a procura de seus serviços, que a par da jóia de entrada e apesar da venda da assinatura anual (contratos mínimos de 12 meses), diluem a cobrança desta em mensalidades iguais. Desta forma asseguram que o grosso dos seus clientes continua a usar os serviços para além da primavera… de forma regular. Com isso aumentam as probabilidades de renovação da assinatura… e poupam nos investimentos de marketing e comerciais de angariação de novos clientes. Mantendo os clientes actuais…

http://www.marketinginovador.com/

terça-feira, dezembro 18, 2007

Sua Exª. "O Cliente"

Uma das definições de Customer Relationship Management (CRM) caracteriza-a como uma estratégia de negócios que procura entender e antecipar as necessidades dos clientes, com o objectivo de tornar possível à empresa identificar tendências e oportunidades de lucro. A estratégia baseia-se no relacionamento de longo prazo e no conhecimento crescente de cada cliente.

Actualmente, reconhece-se que, embora a utilização da Tecnologia de Informação (TI) seja uma vantagem, a adopção desta filosofia de gestão é muito mais do que a compra e instalação um pacote de software.

Embora se verifique o amadurecimento das empresas quanto às intenções de adopção do CRM, muitas ainda não sabem exactamente o que esperar de uma estratégia de CRM, nem como medir os resultados da sua implementação. As medidas mais utilizadas para avaliar a performance do CRM, geralmente estão focadas apenas em abordagens quantitativas e financeiras, como o retorno sobre investimento (ROI). Segundo Jonathan Becher, CEO da Pilot Software, estas medidas deveriam ser mais operacionais e menos financeiras, ou seja, deviam mostrar o quanto a empresa está apta para servir seus clientes de forma sustentável.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

As crianças estão sempre a chatear os pais para lhes comprarem coisas ?



Na realidade, as crianças pedem muitas coisas porque foi o que lhes ensinaram a fazer desde a infância. Muito desse “pedir” é considerado hoje em dia pelos pais como um comportamento responsável.

Considerar que o facto das crianças pedirem muitas coisas aos pais corresponde a estar a chatear os pais não tem em conta dois aspectos: as crianças foram ensinadas a fazê-lo desde tenra idade e o novo conceito de família a partir dos anos 1980’s assume as crianças como partes activas nas decisões familiares. Podemos considerar que temos agora uma sociedade “filiarcal” ao invés de “matriarcal” ou patriarcal”.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Um olhar cínico sobre o mecenato...





Um olhar cínico sobre o mecenato anotará que a última pessoa com verdadeira motivação para dar sem nada receber em troca foi S. Francisco de Assis. Chamaram-lhe louco e foi deserdado. Nos dias de hoje, são mais correntes o sentido da troca ou a motivação narcísica. Dá-se alguma coisa tendo em vista uma compensação com valor material ou, apenas, simbólico.

O que se diz em termos gerais é particularmente verdadeiro quando se fala de cultura, mundo distante e desprovido daqueles ingredientes que mexem com a sensibilidade espontânea, libertando o impulso para socorrer alguém em estado de necessidade, ou para servir uma causa com valor humanitário.

Porém, sejam quais forem as motivações, ou os objectivos, do mecenas da cultura, a sociedade beneficia sempre com a passagem de algo com valor cultural da esfera privada para a comunidade, trazendo para a fruição pública o que permaneceria indisponível, por razões de distância ou apropriação privada.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Novos habitats virtuais


Sem darmos conta, o Mundo Virtual está ai há já algum tempo. Muitas coisas deste mundo 3 D podem parecer estranhas de início, mas o que é um facto é que muitas pessoas – e muitas vezes aquelas que nós nem esperamos –, estão a vestir uma nova personalidade e a encarnar novos corpos. São os Avatars, items gráficos que representam pessoas através de um meio informático. Através desta nova realidade muitas pessoas conseguem aspirar a ser o que nunca foram ou o que nunca serão na vida real, sem tabus e preconceitos, e viver uma outra vida… de sonho.

Estes novos “habitats virtuais” são normalmente encontrados na forma de “jogos de combate” – os mais populares-, como por exemplo o “EverQuest”, o “Lineage” e o “World of Warcraft”. e de “interacção social”, mais conhecidos por “social networking”, como o “Second Life” e “Entropia Universe”. Apesar de inicialmente estes sites de “social networking” serem dirigidos para uma faixa etária dos 20 aos 30 anos, os adolescentes rapidamente aderiram a este mundo através de sites como o “My Space”, o “Bebo” (lançado em Julho de 2005 e que conta já com 27 milhões de utilizadores) ou o “Orkut”. Para Danah Boyd as redes sociais online são hoje um espaço muito importante para os jovens construírem as suas verdadeiras identidades e exprimirem as suas emoções e sentimentos.

terça-feira, dezembro 04, 2007

“Sachet Marketing”: uma oportunidade?




O “Citibank” na Índia foi o primeiro banco a ter a iniciativa de abrir contas apenas por acesso via Internet, (‘online-only’).

Bruno Valverde Cota

Sabia que cerca de dois terços da população mundial aufere anualmente menos de 1.100€? Sabia que é possível elevar o patamar do poder de compra dos povos de países emergentes como a China, Índia, Filipinas, México e Brasil?

Um estudo realizado por C.K. Prahalad da Michigan Business School e Allen Hammond do World Resources Institute, concluiu que os 18 países emergentes mais populosos acolhem 680 milhões de famílias com rendimentos anuais inferiores a 6.000€. Estas famílias representam conjuntamente uma massa crítica da dimensão do PNB da Alemanha – ganham por ano cerca de 1.4 milhares de milhões de euros. Efectivamente, o poder de compra existe nestes mercados, mas em parcelas diferentes do que nos EUA, Europa ou Japão, onde as populações auferem 20 a 30 vezes mais.

A pensar neste mercado, e apesar de na maioria dos casos os seus produtos e serviços serem inacessíveis financeiramente, algumas empresas têm dedicado os seus esforços de marketing nas micro-vendas. Na prática, estas vendas permitem a consumidores menos favorecidos, supostamente habitantes de países em via de desenvolvimento, adquirirem produtos apenas acessíveis a consumidores de países mais desenvolvidos e ricos. Entramos na era do “Sachet Marketing”. A essência desta tendência do marketing reside em ajudar as empresas a colocarem os seus produtos no mercado pensando pequeno, mas em quantidades grandes, sem perder o enfoque na marca.

A gigante “Unilever” apresenta soluções ilustrativas na sua gama de detergentes, sabão e champô, para o Brasil, Índia, Filipinas e Tanzânia, onde por exemplo o sabonete é vendido em unidades reduzidas e a preços que rondam alguns cêntimos de euro. A operadora “Telco” incentiva os Filipinos com um regime de “pré-pagos” que também permite ao cliente vender os créditos não utilizados a terceiros. O “Smart Buddy System” pode render aos seus utilizadores margens de 15%.

Então, o “Sachet Marketing” dirige-se principalmente a clientes com vontade de consumir, mas com dificuldades financeiras. Para o efeito, as empresas que o utilizam recorrem a micro-empréstimos, a porções reduzidas do produto ou serviço, ‘leasing’ e opções de revenda de parte ou da totalidade do bem. Por exemplo, a “Whirlpool” penetrou nestes mercados através de uma gama de electrodomésticos estilizados e de baixo preço. Já a Microsoft, por apenas 33€, lançou o “XPLite”, com atributos inferiores ao “XP normal”, ao nível da resolução gráfica, opções de ‘network’ e capacidade de multi-tarefas.

Por exemplo, nos serviços financeiros, o “Citibank” na Índia foi o primeiro banco a ter a iniciativa de abrir contas ‘online-only’.

Apenas por acesso via Internet, pequenos aforradores, com menos de 20€ podem subscrever estas contas especiais que funcionam exclusivamente via ATM, Internet e telefone. No primeiro ano abriram-se mais de um milhão de contas. Também na Índia, o Banco ICICI, em parceria com o Indian Institute of Technology desenvolveram uma ATM rural para servir os clientes localizados nas zonas mais remotas. Estas ATM, para além de permitirem micro-levantamentos e funcionarem com notas mais desgastadas ou velhas (prato do dia na Índia), têm um custo de produção menor que 800 euros, valor muito inferior ao do custo de uma ATM normal.

Todavia, é interessante que o “Sachet Marketing” está a ter igual sucesso nos países mais ricos. A Procter & Gamble e a Kraft Foods têm vendido nos EUA os seus produtos em pequenas porções, como forma de combate à obesidade e de controlo de peso. A meu ver, novas oportunidades se abrem também em mercados como Portugal. Se, por exemplo, viaja muito, já pensou nas vantagens destes produtos? Podendo levar o que precisa, a um menor preço, e ocupando menos espaço.

Em suma, esta “nova velha fórmula” permite servir um produto ou serviço em porções mais económicas, o que nos tempos que correm é útil a todos nós. Fica a dica para as empresas e consumidores portugueses…

Comentário no DE:

quinta-feira, novembro 29, 2007

Seja Proactivo...




SER PROACTIVO É ...Principalmente...

TER CONFIANÇA E AUTO- ESTIMA. ACREDITAR FORTEMENTE NAS SUAS CAPACIDADES.

ATITUDE POSITIVA = RESULTADOS.

SER OPTIMISTA E ACEITAR AS COISAS COMO SÃO.

CONSEGUIR COM FACILIDADE E RAPIDEZ, ENCONTRAR DIVERSAS SOLUÇÕES.

TER FACILIDADE DE INTEGRAÇÃO, ADAPTAÇÃO E FACILIDADE NO ESTABELECIMENTO DE RELAÇÕES INTERPESSOAIS.

EXECUTAR. TER RESPOSTA IMEDIATA E NÃO ESPERAR QUE OS PROBLEMAS SE RESOLVAM POR SI.

PROCURAR CONSTANTEMENTE O CONHECIMENTO. OBSERVAR OS QUE O RODEIAM E APROVEITAR AS SUAS EXPERIÊNCIAS PARA COMPLEMENTAR OS SEUS CONHECIMENTOS.

AUTO-FORMAÇÃO CONTÍNUA; DESENVOLVIMENTO PESSOAL.

quarta-feira, novembro 28, 2007

DEFICIÊNCIAS


DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

terça-feira, novembro 27, 2007

“O negócio de uma livraria”

Um dos casos onde o interesse por e-business é inquestionável, é o caso da Amazon (http://www.amazon.com/). A Amazon é uma livraria na Internet, que começou a sua aventura de vender utilizando como meio este canal em Julho de 1995.

Durante o primeiro trimestre de 1997 obteve lucros de 87,4 milhões de dólares. Actualmente tem 2,2 milhões de clientes em 160 países e oferece três milhões de títulos de descontos que chegam aos 40%. Coisa que mais nenhuma livraria “física” do mundo é capaz de oferecer.

Não contentes em só vender livros, a Amazon decidiu diversificar o seu mercado e iniciou-se com a comercialização de música e de outros produtos de cultura. A Amazon não é somente uma livraria na Internet. Actualmente está cotada na bolsa e as suas acções não param de subir.

Quanto tempo irá demorar você a ir às compras?

segunda-feira, novembro 26, 2007

Marketing não Tradicional

O Marketing Não tradicional tem alguns riscos dado que a realidade é que não é possível legislar ao apelo das emoções como a beleza ou o prestígio. No entanto, a escolha do posicionamento desse apelo terá de ser ponderada para que não se torne excessiva e abusiva.

Podemos falar por exemplo do aparecimento do BMW Z3 no filme 007 – GoldenEye. Com apenas 90 segundos de aparição foi o suficiente para marcar a presença inconfundível do roadster BMW, assim como a sua apresentação no programa Jay Leno.

Outro produto no qual é bastante aplicado o marketing não tradicional é a Apple, dado que existe um elevado número de filmes onde a marca aparece aliada a computadores de última geração.

Malas, roupa, relógios, óculos e bebidas, são produtos que facilmente podem ceder ao Marketing Não Tradicional, dado que são produtos que são facilmente identificáveis pela sua embalagem e marca e geram o “word of mouth” muito facilmente.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Desenvolvimento de comunicações de marketing eficazes



Nos dias de hoje, a comunicação é vista como um diálogo interactivo entre a empresa e os seus clientes, que ocorre durante os estágios de pré-venda, venda, consumo e pós-consumo. As empresas estão a questionar não apenas “como podemos alcançar os nossos clientes?”, mas também “como os nossos clientes nos podem alcançar?”

Actualmente, as empresas vendedoras utilizam uma série de plataformas de comunicação para se manterem em contacto com os clientes. Cada vez mais, novas tecnologias, como a Internet, têm incentivado mais empresas a utilizar a comunicação direccionada para diálogos one-by-one com os clientes e outros públicos interessados.

Existem oito pontos que devem ser seguidos no desenvolvimento de um programa de comunicação de marketing eficaz:
1. Identificação do público-alvo;
2. Determinação dos objectivos de comunicação;
3. Elaboração da mensagem;
4. Selecção dos canais de comunicação;
5. Estabelecimento do orçamento para comunicação;
6. Decisão sobre o mix de comunicação;
7. Avaliação dos resultados;
8. Administração do processo de comunicação integrada de marketing.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Um dia a discutir Marketing e Gestão Comercial


Ontem tive um dia diferente. Num dos melhores hotéis de charme do Porto, na Praça da Ribeira em pleno coração do centro histórico do Porto, num quarteirão de prédios que remontam aos séculos XVI, XVII e XVIII, classificado como Património Mundial pela Unesco e assente sobre a muralha medieval da cidade, com uma vista magnífica sobre o rio Douro, tive oportunidade de participar em mais uma edição do MiniMBA da Primavera Academy, exemplarmente organizado. A plateia esteve a um nível muito elevado, não fossem empresários, directores e adminstradores de pequenas, médias e grandes empresas, públicas e privadas. Durante todo o dia o assunto foi o Marketing e os desafios de gestão que as empresas enfrentam. Foi feito um diagnóstico e elencado um plano de acção. Mas o tema quente foi mesmo o das vendas... o negócio... a gestão comercial!

Que bom dia eu passei ontem. E cheguei já tarde a casa e soube da qualificação de Portugal. Em cheio. Até breve.

quarta-feira, novembro 21, 2007

E pluribus unum?




Fica o artigo do meu amigo Paulo Marcos, publicado hoje no DE:

A propósito da anunciada proposta de fusão entre o BPI e o BCP, vale a pena revisitar um pouco o tema das fusões e aquisições. E lançar uma nova visão sobre o ganho ou perda económica resultante deste processo no mercado português.

Os benefícios, económicos, financeiros e estratégicos teóricos, de um processo desta natureza, podem ser relembrados em poucas penadas: aquisição de novas competências; entrada em mercados relacionados; redução de custos pelos efeitos de economias de escala, gama ou experiência; possibilidade de melhorar os níveis de eficácia da empresa pior gerida; redução do grau de concorrência, o que é o mesmo que dizer, aumento das margens de comercialização. No caso em apreço, não parece que possa existir um ganho de capacidades de gestão, de competências ou de eficácia, pois que ambas as empresas são profissionais e bem geridas. Dada a dimensão e as estratégias multi produto e multi canal de ambas as empresas, a fusão não trará benefícios de escala, de gama ou de experiência do lado dos custos. Com a quase negligenciável poupança nos custos de ‘marketing’, pelo desaparecimento de uma marca e pela simplificação da linha de produtos comercializados, a ser uma excepção notável.

Mas quem ganha com esta fusão se os benefícios económicos ou estratégicos são tudo menos evidentes? Em primeiro lugar, os bancos de investimentos (mormente os estrangeiros) e as sociedades de advogados, que vão assessorar as duas administrações. Depois, os gestores que vierem a liderar a nova instituição que asseguram uma posição profissional muito relevante em termos sociais e monetários. Se pensarmos que a sua remuneração variável tende a ser uma percentagem fixa da rendibilidade absoluta (lucros…), está introduzida a semente indutora de ‘big is better’ (mesmo que à custa de uma quebra de rendibilidade relativa…). Claro que um banco maior torna-se mais difícil de ser alvo de aquisição hostil, o que tenderá a assegurar a renovação dos mandatos da administração… À semelhança do que sucedeu durante largos anos no BCP, a instituição combinada poderá vir a ser gerida e “de facto” controlada pela equipa de gestão, que não pelos accionistas. Finalmente, em terceiro lugar, os bancos concorrentes, mais focalizados e não distraídos por processos internos de digestão de uma fusão… Se a experiência de aquisições passadas, no mercado português servir de referência, os concorrentes ganharão quota de mercado a expensas do BPI+BCP! Lenta mas seguramente…

E quem perde? Aqui reside o busílis desta propalada proposta de fusão. Em primeiro lugar, e de forma mais incisiva, os trabalhadores. A pressão psicológica sobre os tornados redundantes e as perspectivas de carreira que nalguns casos poderão ser coarctadas, serão realidades insofismáveis. As micro, pequenas e médias empresas portuguesas, operando amiúde das vezes em contextos de alguma informalidade, irão ter menos opções de escolha de fornecedor de serviços financeiros. Algumas localidades assistirão a um dos seus poucos balcões bancários a fechar. Os profissionais do ‘marketing’ e as empresas de comunicação social, em resultado do facto de os investimentos em ‘marketing’ serem provavelmente a única área onde as poupanças se podem fazer de imediato, através de um corte dos orçamentos de comunicação. O Governo português e a soberania nacional, pois que a relevância estratégica da Caixa Geral de Depósitos enquanto possível agente regulador do mercado português, tende a caminhar para a irrelevância. Por fim, muito provavelmente os accionistas das duas instituições, se se confirmar o efeito negligenciável dos benefícios económicos, financeiros e estratégicos e a confusão e desmotivação quase que inerentes aos processos de fusão.

Por isso, “ a partir de muitos, um só”, ao contrário do que poderá suceder no futebol, nem sempre é benéfico para a sociedade e a economia onde decorre…

terça-feira, novembro 20, 2007

Orientação para o Cliente

De uma forma geral, para produzir valor e satisfação superiores para os clientes, as empresas necessitam de informação das necessidades, desejos e expectativas dos consumidores. Acresce ainda que as empresas necessitam de se manter informadas relativamente aos seus concorrentes, revendedores e outros participantes ou factores influenciadores do mercado.

Ora, hoje em dia, os profissionais de marketing vêem a informação já não como uma mera “mais valia”, para que sejam tomadas as decisões acertadas, mas como uma importante vantagem estratégica e uma ferramenta de marketing.

Por outro lado, os avanços tecnológicos são apontados como os principais dinamizadores das novas abordagens aos Clientes. A exploração das novas tecnologias surge como uma vantagem competitiva que, quando bem explorada, origina novas formas de trabalho e novos conceitos dentro da empresa. Os Clientes tornaram-se mais exigentes, pois têm um acesso, cada vez, mais facilitado à informação e ao surgimento de múltiplas ofertas de produtos e serviços apresentadas nas mais diversas formas.

Assim, uma empresa que queira ser competitiva tem de dominar os novos conceitos da orientação para o Cliente, em conjugação com as melhores técnicas de exploração e inferência a partir dos dados recolhidos junto ao consumidor, sendo esta a base de tomada de decisões estratégicas como a definição de quais os produtos e serviços a lançar no mercado e a melhor forma de gerir as organizações.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Na newsletter na UL ... arranque do curso de PG

Veja aqui o arranque da 8ª edição do curso de Pós-graduação em Marketing e Comunicação Empresarial da Universidade Lusíada. Foi um sucesso! Mais um ano com a turma no máximo. Parabéns a toda a equipa!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Vendas de Alto Rendimento na Banca ?...



Para Kotler “o marketing foi introduzido nos bancos não na forma de «conceito de marketing», mas na forma de conceito de «publicidade e promoção de Vendas»”. Devido ao aumento da concorrência entre os bancos a publicidade e promoção de vendas tornaram-se os meios privilegiados pelos quais as organizações fornecem informações sobre elas próprias, sobre os seus serviços, as suas estruturas de preços e os seus canais de distribuição para os diversos clientes reais ou potencias.
Actualmente, o investimento em dotar as equipas comerciais com as competências de Alto Rendimento nas Vendas continua a ser grande, denotando-se uma considerável evolução qualitativa, de forma a diluir o factor intangibilidade dos serviços financeiros, tal como é referido por Christine T. Ennew, Mike Wright e Des Thwaites [Ennew et al., 1993].

quinta-feira, novembro 15, 2007

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive


Ricardo Reis

quarta-feira, novembro 14, 2007

Livro de Comunicação - Recomendado










PUBLICIDADE E MERCADOS: NOVA ABORDAGEM DE COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL

Encomendas

Coordenação: Bruno Valverde Cota
Título: Publicidade e mercados: nova abordagem de comunicação empresarial
Local: Lisboa
Ano: 2007
Colecção: Manuais
Páginas: 202
ISBN: 978-972-8883-96-6
Depósito Legal: 261934/07
Dimensões: 24x17 cm
Encadernação: Brochado
Peso: 370 gr
Preço: 18,00 €

Sumário:

Publicidade e mercados: nova abordagem de comunicação empresarial

Resumo:
Hoje em dia as empresas têm de estar bem preparadas e têm de ter em atenção todos os detalhes para melhorarem constantemente os seus processos e fazer face à concorrência. Melhorar a comunicação, interna e externa, é um passo indispensável para o sucesso de qualquer organização. A tecnologia desempenhou e continua a desempenhar uma função essencial na sustentação e ampliação da comunicação. A Internet, wireless, telemóveis e computadores, entre outros dispositivos, cuja integração com a Web continua a disseminar-se, tornaram-se no próprio "Santo Graal" da nossa cultura empresarial. Assim, no mundo actual, "falar" não implica ser "ouvido", dado que a comunicação é muito mais do que o simples fornecimento de informação - é colaboração. Considerando os recentes desenvolvimentos da tecnologia, e com uma visão integrada, este livro apresenta uma nova perspectiva e abordagem à comunicação, que é ilustrada com o recurso a estudo de casos nacionais e internacionais. Wireless ou não, estamos ligados de formas jamais imagináveis...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Publicidade para influenciar opiniões




Esse tipo de comunicação geralmente é chamado de advocacy ou publicidade argumentativa e é utilizado pelas empresas para enfrentar ameaças externas, seja do governo ou de grupos de interesses especiais. A comunicação argumentativa geralmente lida com assuntos polémicos e é um meio das empresas responderem àqueles que desafiam o seu status quo.

Levando os assuntos directamente ao consumidor, as empresas podem competir com os jornalistas no modo como são lembradas pelo público. Neste sentido, a publicidade argumentativa geralmente é veiculada nos grandes jornais. Talvez o exemplo mais conhecido desse tipo de publicidade seja a série da Mobil Oil veiculada por mais de 20 anos. O que começou como um diálogo sobre o boicote do petróleo no início da década de 1970 expandiu-se para uma espécie de arena de debates dessa poderosa organização.

É muito difícil para uma grande empresa posicionar-se em questões polémicas sem ofender alguém. Quando as empresas tentam agradar a todos, acabam diminuindo o poder das suas próprias mensagens.

Se uma empresa decide dedicar-se a uma campanha de publicidade argumentativa, a gestão tem de ter coragem para defender veementemente as suas ideias, e, nesse processo, não deve ter medo de deixar de lado alguns de seus públicos. As organizações devem, portanto, proceder com extrema cautela e um profundo conhecimento dos riscos inerentes ao mundo da publicidade argumentativa.

quarta-feira, novembro 07, 2007

O marketing social…




Por razões meramente culturais ainda se confunde ‘marketing’ social com filantropia ou “amor à humanidade”.

Bruno Valverde Cota

Numa economia de serviços como a nossa as diferenças entre produtos e serviços são mínimas e irrelevantes. A reputação e prestígio da empresa são factores cada vez mais valorizados e importantes. Para Wolff Olins ‘the next big thing in brands is social responsibility’ e eu não poderia estar mais de acordo. Todavia, quando como algumas empresas com o objectivo de somente reforçarem a imagem institucional gastam uns milhões de euros em projectos sociais e investem 10% no projecto social e 90% em comunicação, isto será responsabilidade social? Quantos projectos sociais poderiam ser apoiados e concretizados se a combinação fosse inversa? E, certamente, tendo também como consequência uma imagem reforçada e melhorada da empresa! Por razões meramente culturais ainda se confunde ‘marketing’ social com filantropia ou “amor à humanidade”. Mas, indiscutivelmente, para mim o desafio das empresas e organizações – das marcas–, está ao nível do ‘marketing’ social. Enquanto que normalmente a responsabilidade social é vista como um conjunto amplo de acções em prole da sociedade, em termos económicos, sociais, educacionais, meio ambiente, saúde, transportes, entre outras, com benefício mútuo entre a empresa e a sociedade. O ‘marketing’ social, utilizando técnicas de ‘marketing’, tem como objectivo a mudança de comportamentos da sociedade para o bem social. Desta forma, no mundo actual as marcas deverão ser utilizadas como modelos referenciais de um papel social pró-activo. Em paralelo, a tentativa das marcas adoptarem esta postura social está a transferir para os consumidores o poder de influenciarem o comportamento das empresas. Estudos internacionais realizados pela Environics demonstram este novo perfil do consumidor, face à responsabilidade social das empresas. Enquanto que nos EUA 42% dos consumidores declararam que castigam as empresas socialmente “irresponsáveis”, quer através do boicote aos seus produtos, quer através do “boca a boca” negativo, na Europa já 25% penalizam de forma interventiva estas práticas empresariais. Por outro lado, está claro também que assistimos hoje a um fenómeno crescente e mundial em que as empresas estão mais preocupadas com a prestação de “contas sociais”, evoluindo de uma abordagem de conformidade para uma abordagem mais estratégica. No entanto, vejamos um exemplo que não deve acontecer, publicado no Financial Times em 2000. O Barclays anunciou, apenas duas semanas após ter iniciado a campanha ‘the bank is big’, que iria fechar 250 balcões e despedir 7.500 empregados. Isto de facto, socialmente, não significa ser grande!

As conclusões a retirar deste caso são do senso comum. Uma empresa não poderá comprometer a confiança que a sociedade lhe depositou, comprando os seus produtos e serviços, e esperar sair ilesa. Um bom exemplo em Portugal é o do Banco Espírito Santo que tem evidenciado um papel dinâmico na sociedade através do desenvolvimento de políticas de mecenato social, cultural e educacional e da criação de um programa sustentável que se destina a incentivar o bem-estar social, promovendo o debate de temas como a biodiversidade, as alterações climatéricas, a demografia e pobreza, a desertificação e seca e a educação e saúde.

Assim, parece-me importante que as empresas tenham a capacidade de assegurar que as mensagens corporativas e as campanhas de ‘marketing’ sejam consistentes com a razão social do negócio. Isto será vital para um sucesso continuado e sustentável. Alerto, contudo, que as acções de ‘marketing’ social deverão ser pela positiva e privilegiar uma discussão sobre “o que as empresas devem fazer”, em detrimento de uma discussão sobre “o que as empresas não devem fazer”. Em suma, nos últimos anos, emergiu um novo conceito da sustentabilidade, num momento em que a internet possibilita à sociedade várias formas e meios de protestar contra práticas irresponsáveis. E a sua empresa está atenta?...

Comente já no site DE:

segunda-feira, novembro 05, 2007

Marketing Bancário criativo

Nos últimos anos, os bancos têm concentrado os esforços de marketing nos seus clientes, nomeadamente através da disponibilização de novos produtos/serviços e do acesso a canais de distribuição alternativos. Os bancos estão a aprender que o cliente, e não apenas o produto, é a parte mais importante da transacção e que na verdade os negócios podem ser quebrados por três componentes distintos – o produto, a entrega e o cliente.

Assim, os bancos deverão deixar de estar orientados segundo uma estratégia de vendas, para começarem a preocupar-se com uma verdadeira estratégia de marketing que englobe as necessidades dos clientes, a satisfação das expectativas dos seus colaboradores e o bem-estar da sociedade. Refira-se, que na realidade, o novo cliente bancário, por razões culturais, passou a ter consciência do seu poder de escolha e deixou de ser ingénuo face a falsas expectativas. De modo a atrair o interesse deste novo cliente, que é “bombardeado” regularmente com diversas e aliciantes ofertas, os bancos necessitam de adoptar um marketing avançado e criativo. A prioridade deverá passar pela fidelização e rentabilização dos actuais clientes, ao mesmo tempo que se procura angariar outros.

sexta-feira, novembro 02, 2007

A Vida é luta infindável ...


A Vida é luta infindável
que todos querem ganhar;
mas vencer é improvável,
por isso, é aconselhável
com perspicácia jogar.

Muitos houve que trilharam
caminhos de perdição;
outros que desesperaram,
corpo e alma destroçaram,
por obter libertação.

Tenho sede de Absoluto
e ânsia de Perfeição…
Eu sou diamante em bruto
que sonha a cada minuto
na sua lapidação.

Se dizem que ele houve um Deus
que de Si me copiou,
rasgarei da noite os véus
e indagarei dos céus
se esse Ser me originou.

Se é loucura querer saber
e pecado querer amar,
pecadora quero ser
e, alienada, sofrer
escárnio da gente vulgar.

Procuro fazer crescer
o pouco que tive em sorte;
quero amar, rir e sofrer
− pois não é por não viver
que terei perdão da Morte.



(Poema da Aspásia in O Jardim de Aspásia)

quarta-feira, outubro 31, 2007

Entrevista ao Jornal de Noticias

Como especialista em assuntos de Marketing e Comunicação, gostaria de saber qual a sua opinião sobre o facto de haver empresas a abandonar o seu “espaço” no SL por falta de visitantes, por considerarem que o impacto não está a ser o desejado e que não compensa o investimento realizado.

Antes de mais é bom analisarmos os números. Em 2006, o Second Life tinha aproximadamente 100 mil residentes, dos quais apenas uma pequena percentagem era utilizador. Actualmente, o SL tem ca. 9 milhões de residentes e, até agosto de 2007, uma média de 30 mil pessoas on line por hora, 720 mil pessoas por dia a utilizar este mundo virtual. Isto significa que acedem diariamente ao SL 8% do total de inscritos. Assumindo um cenário muito optimista que seria que há um ano atrás todos os residentes eram utilizadores diários, actualmente o número de residentes on line é 7 vezes superior. Ora isto mostra-nos que de facto no último ano houve um crescimento do SL..

O facto de haverem actualmente empresas a abandonar o seu “espaço”, deve-se a meu ver a uma entrada precipitada destas empresas, não estudada e não planeada, apenas numa perspectiva de moda e de lucros rápidos. Ora, a filosofia de actuação deverá ser bastante diferente, numa lógica de médio e longo prazo. Se, por um lado, temos no Second Life um público bem qualificado, hedonista e ávido por novidades, que é receptivo a novas experiências e a espaços interactivos. Por outro lado, o avanço da tecnologia possibilita hoje a criação de uma vasta gama de experiências virtuais, que torna as interacções, especialmente nos campos do entretenimento, e-commerce e e-learning, muito mais interessantes.

Assim, para empresas obterem sucesso deverão promover estudos de mercado no SL para conhecerem melhor a realidade virtual, os residentes, e com base nesse conhecimento definir uma estratégia de actuação neste canal, em harmonia com a estratégia de marketing global da empresa. E, desta forma, poderão no tempo obter o retorno esperado.

Acha que o sucesso/inovação do SL “iludiu” as multinacionais que quiseram entrar neste mundo para ter lucro imediato?

É um pouco o que se passou com a “Nova Economia”. São momentos de euforia e, por vezes, de alguma especulação que se criam em torno de inovações que induzem os menos sistemáticos e os menos analíticos a decisões emotivas que podem levar a maus resultados. Por exemplo, empresas como a Cisco, Nissan e Starwood, foram bem sucedidas ao usar o Second Life, implementando estratégias de actuação de marketing pró-activas, assentes numa presença baseada na criação de interacções e experiências com os residentes.

Neste “novo mundo” das redes sociais a publicidade ainda está a tentar perceber como atingir/fidelizar os seus targets?

Julgo que é um problema de princípio. O SL não deve ser visto pelas empresas apenas na lógica redutora da publicidade. A comunicação deverá ser apenas uma parte do mix de marketing a ser considerado.

terça-feira, outubro 30, 2007

Dois bancos em confronto: entrevista Jornal Negócios





Uma marca de raiz para fundir culturas muito distintas

Uma vale mais de mil milhões. Outra 633 milhões. São as melhores na qualidade do atendimento, ditam os clientes. Estão no "top of mind". E juntas? Só com uma nova marca de raiz


"Uma marca é uma história metafórica que está sempre a evoluir." Se a fusão entre o Millennium bcp e o BPI se concretizar, deverá ser criada uma marca única, conforme a estratégia que ambas as entidades seguiram até agora.

A frase citada é do autor Scott Bedbury. Quem a cita é Bruno Valverde Cota. Este especialista em "marketing" defende, a par de Lourenço Lucena, director da consultora Blug, a criação de uma marca bancária de raiz.

"Tratam-se de empresas com marcas, identidades visuais e culturas muito distintas. Do meu ponto de vista, caso aconteça uma fusão, deverá ser criada uma nova marca de raiz que substitua as outras duas.

Uma marca que materialize uma nova ambição. Uma refundação à semelhança do que fez o Millennium bcp e o próprio BPI", comenta Lourenço Lucena.

"Afinal, numa área competitiva como é a banca, ter uma marca forte é um factor crítico de sucesso", acrescenta Bruno Valverde Cota, "academic membership" do Marketing Science Institute. "Mas, quando ambas as insígnias são fortes, será que uma fusão não destruirá as mais valias de cada uma?", questiona.

Clientes satisfeitos

"São as duas marcas bancárias protagonistas das maiores mudanças em Portugal. Foram as primeiras a sofrer alterações na imagem corporativa", aponta o académico. São, também, as duas insígnias com maiores índices de satisfação no que respeita à qualidade de atendimento, sublinha Bruno Valverde Cota.

De acordo com os dados acumulados de Janeiro a Agosto do Basef, o BPI apresenta o índice de satisfação mais elevado (85,7%) por parte dos clientes. Segue-se o Millennium bcp, com 80,2%. Em terceiro lugar aparece o BES, com 76,6%.

As duas insígnias bancárias apresentam também elevados níveis de recordação genérica de marcas. Segundo os dados acumulados de 2006 da Publivaga, Marktest, o Millennium bcp surge em 10° e o BPI em 14°.

Neste "ranking", o BES lidera na 6ª posição. Já marcas como a CGD e o Totta aparecem em 35° e 57° lugares, respectivamente.

Forças e fraquezas do BCP...

E o que diferencia o Millennium bcp? Onde está a sua força? "É uma marca muito valiosa. Impôs-se depois da sua unificação, naquela que foi uma das estratégias de 'rebranding' melhor conseguidas a nível europeu", considera Lourenço Lucena. Goste-se ou não, todos reconhecem a marca", salienta.

"Representa solidez, exprime uma forte presença no mercado, tem capacidade de internacionalização e uma forte preocupação no desenvolvimento de acções para os colaboradores", atira Bruno Valverde Cota.

De acordo com Lourenço Lucena, a força do Millennium bcp "ficou, pelo menos numa primeira fase, danificada com a saída atribulada de Paulo Teixeira Pinto e os acontecimentos que se sucederam". Bruno Valverde Cota considera que o banco de Jardim Gonçalves perdeu o controlo da agenda de comunicação, o que terá revelado ineficiências em termos de gestão de crise.

... e do BPI

Nesta crise, a imagem do líder do BPI, Fernando Ulrich, saiu reforçada. Ou esse não fosse um ponto forte da marca do banco: a força do seu líder. É isso que defende Lourenço Lucena. "Qual a melhor prova do que este último ano e meio?", questiona. "E não nos podemos esquecer de que as instituições e as marcas são seres vivos. São o reflexo das suas lideranças", salienta. "Com este líder o BPI passa uma imagem de tranquilidade e segurança", diz.

Em relação a fraquezas, os dois especialistas em "marketing" apontam factores como a menor dimensão do banco e o menor valor da sua marca.

Millennium bcp e a aposta na marca única

Em 2003, o grupo BCP abandonou as marcas comerciais Nova Rede, Atlântico, Sotto Mayor e BCP, apostando na designação única Millennium bcp, a marca que a instituição tinha na Polónia. "A palavra BCP era fortíssima em Portugal mas não funcionava no estrangeiro. Já Millennium bcp era inteligível em diversas línguas, exprimindo universalidade. Mas, sozinha, remetia para áreas não bancarias", referia, num estudo de marca, Paulo Fidalgo, director de comunicação do grupo BCP.

Resolução? A marca única Millennium bcp. "Millennium", uma palavra com origem latina, é "emocionalmente forte". Já a cor púrpura exprimia uma ruptura com o passado. Mas não totalmente.
A linha cromática é a mesma de sempre e a marca histórica BCP ficou como marca de "endorsement", dando continuidade às faixas bcp existentes nas sucursais. BPI e a flor de laranjeira das quatro pétalas
O Banco BPI nasce em 1998, em resultado da fusão de quatro bancos, o Banco Fonsecas & Burnay, o Banco de Fomento e Exterior e o Banco Borges & Irmão, tendo também sido absorvido, no final desse ano, o Banco Universo, um banco "in-store".

BPI herdou o nome e a cultura do Banco Português de Investimento. Com ele nasceu uma nova imagem. Que pretendia combinar dois atributos: a experiência, reflectida na tipografia e no tom sóbrio do nome BPI, e a harmonia, representada através da cor e do motivo: a flor de laranjeira.

"Em muitas regiões da bacia mediterrânica e do Cáucaso, laranja diz-se com o nome de Portugal, num inesperado vestígio com a história dos Descobrimentos", referia a instituição. "A laranja sugere calor, cordialidade e acolhimento. À flor de laranjeira foi retirada a quinta pétala para se adequar ao número de bancos."

Clientes do BPI são os críticos mais severos do BCP

A marca Millennium bcp vale 1,118 milhões de euros, a flor de laranjeira do BPI tem um capital de 633 milhões. O banco de Jardim Gonçalves está actualmente na segunda posição do "ranking" das marcas nacionais mais valiosas elaborado pela consultora Interbrand.

O BCP perdeu o primeiro lugar para a Caixa Geral de Depósitos, o BPI galgou um degrau subindo para a sexta posição.

Mesmo tendo perdido uma posição, o BCP tem motivos para sorrir De acordo com um estudo encomendado pelo banco à Interbrand, o Millennium é a instituição bancária nacional que, em termos gerais, mais pontua em termos de reputação de marca. Na lista, segue-se o BPI.

Mas os dados mudam de figura quando se analisam as respostas dos clientes de cada banco. Os "consumidores" BPI atribuem ao seu banco uma reputação superior àquela que os clientes BCP atribuem ao banco de Jardim Gonçalves. Mais ainda: os clientes BPI são os mais duros a avaliar a performance do BCP em termos de reputação, de performance económico-financeira, visão e
liderança, qualidade de serviço ao cliente, qualidade de produtos e serviços, qualidade ao nível de taxas de juro e comissões, responsabilidade social e ainda a pior pontuação em termos de ética, cultura de gestão e governo societário.

Ou seja, no estudo encomendado pelo BCP à Interbrand em Dezembro de 2006, ao qual o Jornal de Negócios teve acesso, o banco de Jardim Gonçalves ficou a saber que os clientes do BPI são actualmente os seus críticos mais severos.

E se houver fusão?

Uma marca avaliada em 1,118 milhões de euros une-se a uma outra avaliada em 633 milhões de euros. Valerá esta união 1,751 mil milhões de euros? Não necessariamente.

Num cenário hipotético de fusão entre o Millennium bcp e o BPI, em que apenas uma das marcas sobreviveria ou uma terceira seria criada de raiz, o resultado dificilmente seria a soma das duas partes.

Segundo cenário: após a fusão, a nova entidade bancária opta por manter as duas marcas podendo, por exemplo, redireccioná-las para segmentos distintos. A estratégia poderia ser vencedora. Ou seja, o valor de cada uma das insígnias poderia até aumentar.

Os cenários são "hipotéticos", realça Alexandre Zogbi, director de avaliação de marcas da Interbrand, mas permitem explicar que, à luz dos "rankings" anuais elaborados pela consultora, o valor de cada marca é o somatório do seu capital junto do público e dos resultados financeiros da respectiva empresa. "Uma visão macroscópica", diz Zogbi.

Ou seja, num cenário de fusão é expectável que o valor das duas marcas aumente ao beneficiar da "paternidade" de uma instituição bancária financeiramente mais forte.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Um dia a dia mais tecnológico...

Basta observar rapidamente o quotidiano de um trabalhador para perceber o quanto este está inserido no mundo tecnológico. Jornais pela Internet e telejornais em directo no computador já são coisas comuns ao homem de hoje, que por meio da interactividade mantém os seus relacionamentos cada vez mais estreitos com os meios tecnológicos.

Toda esta facilidade tecnológica levou também à formação de uma sociedade baseada na informação, na qual vivemos hoje. Entre as principais vantagens com as quais se passou a contar está a possibilidade de aceder a informações variadas de qualquer parte do mundo com rapidez.

O aparecimento da Internet foi um feito de grande importância para o desenvolvimento da comunicação. A sua velocidade e instantaneidade possibilitam aos profissionais desta área agilizar as notícias diariamente. Para o profissional de Relações Públicas, tornou-se um eficiente veículo de contacto imediato com a imprensa, dando possibilidade a constantes actualizações de informação, o que é um grande auxiliar em diversas situações, principalmente em momentos de crise.

De entre as inúmeras vantagens apresentadas pela Internet está a velocidade com que são transmitidas as informações, quase que instantâneas, assim como a capacidade de abranger o público noutras localidades, ou mesmo noutros países. Só que esta agilidade que a comunicação ganha através da tecnologia traz também uma nova necessidade: a de responder ao leitor de uma forma instantânea, sem grandes demoras. É a rapidez dos meios electrónicos exigindo a agilidade humana.

Para PINHO (2003), a Internet apresenta ainda outro diferencial, a sensação de tratar as pessoas como sendo as únicas e de interagir com elas: “Na Internet, a organização não está a falar para uma pessoa, mas sim, a conversar com ela”. No entanto, esta falsa sensação de tratamento pessoal que este suporte passa, tende a desaparecer, já que acaba por impedir o contacto físico entre as pessoas.

Por ser um veículo de acesso fácil e interactivo, a Internet transformou-se rapidamente num dos principais meios de comunicação utilizados pelas empresas. Muitas vezes, pela comodidade que este veículo apresenta, os profissionais acabam por achar que pode ser a melhor opção para transmitir as suas mensagens. Mas não é bem assim: os demais meios, inclusive os escritos, ainda são muito eficazes para a transmissão de determinadas informações.

Além disso, antes de desenvolver uma campanha de informação através do computador é preciso avaliar se o público-alvo possui acesso a este instrumento.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Publicidade e Mercados brevemente na sua Livraria

Apresentação

Hoje em dia, as empresas têm de estar bem preparadas e têm de ter em atenção todos os detalhes para melhorarem constantemente os seus processos e fazer face à concorrência. Melhorar a comunicação, interna e externa, é um passo indispensável para o sucesso de qualquer organização.

A tecnologia desempenhou e continua a desempenhar uma função essencial na sustentação e ampliação da comunicação. A Internet, wireless, telemóveis e computadores, entre outros dispositivos, cuja integração com a Web continua a disseminar-se, tornaram-se no próprio “Santo Graal” da nossa cultura empresarial. Assim, no mundo actual, “falar” não implica ser “ouvido”, dado que a comunicação é muito mais do que o simples fornecimento de informação – é colaboração.

Considerando os recentes desenvolvimentos da tecnologia, e com uma visão integrada, este livro apresenta uma nova perspectiva e abordagem à Comunicação, que é ilustrada com o recurso a estudo de casos nacionais e internacionais. Wireless ou não, estamos ligados de formas jamais imagináveis…

Coordenador e co-autor

Bruno Valverde Cota, Academic membership do Marketing Science Institute, é Mestre em Gestão de Empresas (UL) e Doutorado em Gestão de Empresas, na especialidade de Marketing, pela Universidade de Évora. É Professor Associado da Universidade Lusíada, onde dirige cursos avançados de Pós-Graduação. Autor, co-autor e coordenador de vários livros de Marketing e Comunicação, é também Professor Universitário convidado, em diversos cursos de mestrado e doutoramento, de Universidades Portuguesas e Estrangeiras.

quarta-feira, julho 11, 2007

Carlos Oliveira preside associação europeia de marketing

Carlos Oliveira, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, foi nomeado presidente da European Marketing Confederation (EMC).

Eleito numa cerimónia que se realizou em Londres nos dias 8 e 9 de Junho, Carlos Oliveira acumulará as actuais funções de presidente da APPM com as de presidente daquele organismo internacional no período de 2007-2009.

Segundo comunicado, Carlos Oliveira foi escolhido por unanimidade na assembleia-geral que reuniu os representantes das 17 associações membro, por proposta das delegações francesa, inglesa, grega e holandesa.

Para o profissional português, «esta é uma distinção que muito me honra e penso, honrará também o país visto ser a primeira vez que um seu representante assume este cargo, prova da crescente visibilidade do marketing enquanto sinónimo das boas práticas de gestão e visibilidade nacionais».

Fundada em 1963 e com sede em Bruxelas, a European Marketing Confederation é a entidade europeia que engloba organizações de marketing, vendas e comunicação da Europa.

Fonte: Briefing

quinta-feira, julho 05, 2007

Compre já!








Preço de lançamento: 10€

Preço posterior: 15€

Para encomendar este livro beneficiando do preço especial de lançamento enviar e-mail para: editora@lis.ulusiada.pt indicando os contactos (nome, morada, telefone de contacto e número de identificação fiscal), números de exemplares pretendidos e o código 005/mark

Nota: Esta oferta de lançamento é válida por 15 dias

Resumo:

Este é um livro que resulta, antes de mais, da experiência combinada de vários profissionais do sector dos estudos de mercado, de prática na pesquisa de marketing e de ensino universitário, em várias partes do mundo. É, na realidade, um processo de partilha dos desenvolvimentos mais sólidos do Marketing Research enquanto disciplina e prática.

Com os exemplos e casos apresentados procura ajudar, os que pretendem praticar ou praticam a pesquisa de marketing no dia-a-dia, a descobrir a importância dos estudos de mercado, como elemento estratégico na gestão de marketing de uma empresa ou organização. Se for útil aos praticantes será também útil para os estudantes de Marketing Research.

Detalhe do Livro

Título: Marketing Research: Príncipios e Aplicações (Inclui Casos Práticos)

Coordenadores: Bruno Valverde Cota e Leonor Bacelar Nicolau

Colecção: Manuais

Sumário:

Índice

Prefácio

António Salvador

Capitulo 1 - Bruno Valverde Cota

Introdução: uma experiência de "Marketing Research"

Capítulo 2 - José Constantino Costa

Estudos de Mercado: Conceitos Básicos

Capítulo 3 – Marina Petrucci / Catarina Macho

Estudos de Mercado Qualitativos

Capítulo 4 – José Constantino Costa

Os Estudos de Satisfação de Clientes

Capítulo 5 – Fernando Pereira Bastos

Imagem de Marcas : Visão Sucinta

Capítulo 6 – Vítor Cabeça

Estudos de Audiências de Meios e Planeamento de Campanhas

Capítulo 7 – João Câmara Manoel

A Informação de Mercado na Indústria Farmacêutica

Capítulo 8 – António Gomes

Estudos de mercado no sector farmacêutico

Capítulo 9 – Leonor Bacelar Nicolau

Maximizar o Valor da Informação: gerir melhor o presente aumenta sucesso futuro

segunda-feira, junho 04, 2007

Sessão de autógrafos...




Um dia quente dedicado aos leitores e amigos.







Foi no passado sábado que decorreu a sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa. Num dia muito quente, que convidava a ir para a praia, foram muitos os que passaram pelo stand da Universidade Católica Editora para falarem com os autores do livro "Marketing Inovador" e receberem um autógrafo.

Veja mais fotografias clicando aqui

sexta-feira, junho 01, 2007

Feira do Livro de Lisboa


No próximo Sábado, dia 02 de Junho, estarei a partir das 18horas no Pavilhão 169 da Feira do Livro (Universidade Católica Editora) autografando o livro "Marketing Inovador" e recebendo os amigos. Apareça!

segunda-feira, maio 28, 2007

As Fontes de Informação

Os dados que permitem obter as informações necessárias sobre os mercados e os consumidores podem ter origem em duas fontes: as fontes primárias, originadas pelo próprio investigador com o objectivo de os dados serem utilizados no projecto em vista, e as fontes secundárias, isto é, dados, oficiais e/ou oficiosos, recolhidos com outras finalidades mas que são relevantes para o projecto.

Note-se que estas duas fontes de informação não devem ser vistas como “opostas”, isto é, recorre-se a uma ou a outra; elas são complementares e a resposta à pergunta onde posso obter a informação de que necessito é que é determinante e depende de muitos factores; depende, obviamente e em primeiro lugar, dos objectivos do trabalho, da rapidez com que se necessita dos dados e até, das limitações financeiras.

quinta-feira, maio 17, 2007

Estudos de Mercado

Um pequeno manual escrito por Jack Hamilton para a ESOMAR, já com alguns anos, tem uma das mais felizes definições do que são os estudos de mercado. Diz ele: “Os estudos de mercado consistem em escutar o consumidor”. É isto mesmo… Talvez só lhe acrescentasse: para melhorar a qualidade empresarial das decisões. Agora sim… Os estudos de mercado é ouvir o consumidor para apoiar as decisões empresariais.

Numa economia de mercado cada vez mais competitiva é cada vez mais sentida a necessidade de realizar estudos de mercado. Nenhum responsável por produtos, marcas ou serviços se pode dar ao luxo de não possuir informação básica e relevante sobre os mercados em que opera.

Philip Kotler, provavelmente o mais conhecido guru de marketing do mundo, em 1997, no seu livro Marketing para o Século XXI, é claro na definição do amplo papel que os estudos de mercado têm no marketing: A maioria das pessoas pensa que o marketing é a publicidade e a venda de produtos, quando, na verdade, ele começa muito antes dos produtos existirem e continua muito para lá da sua venda ao público. Compete aos técnicos de marketing descobrir - através dos estudos de mercado – quais os tipos de bens de consumo e serviços que os consumidores necessitam e empreender toda uma série de tarefas - desenvolvimento e teste de ideias, desenvolvimento dos produtos, testes de mercado, planeamento da distribuição, fixação dos preços, publicidade e venda - que garantam que os produtos certos chegam às mãos dos consumidores certos e podem satisfazer as suas necessidades e exigências. Para executar estas tarefas de modo satisfatório, os profissionais de marketing precisam de estar familiarizados com as questões económicas, administrativas, psicológicas e sociológicas e com os mecanismos de mercado.

Assim, de forma sintética, pode dizer-se que os estudos de mercado têm a função de “ligar” o consumidor, o cliente, o público em geral ao marketeer através da disponibilização de informação. Essa informação é usada para identificar e definir problemas e oportunidade de mercados, para gerar, refinar e avaliar acções de marketing, para acompanhar o desempenho do marketing, em última instância, para melhorar o entendimento do marketing enquanto processo global. Aos estudos de mercado compete especificar a informação necessária para cada caso, concebendo e desenhando os métodos de recolha, gerindo e implementando esses métodos, analisando e comunicando os resultados.

segunda-feira, maio 07, 2007

Relações Públicas


Apesar da denominação «relações públicas», esta função, dentro da organização, não tem por objectivo relacionar-se com o público em geral, mas com cada público em particular, isto é, com aqueles cujas especificidades os tornam parte do universo da organização.

Desta forma, é importante efectuar uma classificação dos públicos em:

• Internos e Externos – caracterizando-se os internos como o próprio nome indica, por se encontrarem dentro do âmbito da organização, e os externos por estarem fora da mesma;
• Primários, Secundários e Marginais – diferenciando-se cada um deles pelo maior ou menor grau de relevância que possuem para a organização (maior importância conferida aos públicos primários e menor aos marginais);
• Apoiantes, Opositores e Indiferentes – relativamente aos apoiantes, deve exercer-se um esforço constante que vise reforçar as suas crenças; quanto aos opositores, a comunicação a utilizar deve ser suficientemente persuasiva para mudar a sua opinião sobre a organização; finalmente, é importante conquistar os indiferentes, que, por norma, representam a maioria da opinião pública.

Uma outra forma de classificar os públicos é ordená-los de acordo com a sua proximidade face à organização.

sexta-feira, maio 04, 2007

Fotografias do lançamento de livro


Convido-o(a) a consultar todas as fotografias do lançamento do livro "Marketing Inovador":


... a propósito já comprou o livro ? De que está à espera ?

Boa leitura!

quarta-feira, abril 18, 2007

Marketing editorial: "o Portão do Corvo"



Para promover o lançamento do livro "O Portão do Corvo", que está nas bancas desde 2 de Abril, vários ardinas à moda antiga apregoavam na rua "Extra! Extra!" chamando a atenção para os diversos assassínios relatados no livro. Esta acção decorreu durante 4 dias em Lisboa e no Porto e captou a atenção de muitos curiosos que não hesitaram em parar e observar toda a campanha de promoção.

Muitas das pessoas que iam na rua só se aperceberam que se tratava da promoção do livro após a leitura do Jornal (ficticio) criado para o efeito que se intitulava de "O Portão do Corvo".

Um bom exemplo de Marketing de Guerrilha!

As Edições Gailivro recorreram ao Marketing de Guerrilha para promover esta obra e assim interagir com o seu público alvo na rua.

Para saber mais sobre esta campanha consulte:
www.opoderdosguardiaes.blogspot.com ou http://www.rubbishinformation.blogspot.com/ onde terá acesso a imagens e fotos da campanha.

segunda-feira, abril 16, 2007

Expresso / Ideias em Estante: Em conversa com os autores


‘Marketing Inovador - Temas Emergentes’ (Universidade Católica Editora, 165 páginas, €19,50) é uma obra onde “tentamos apresentar ideias e conceitos que não sejam apenas uma moda. Isto é, que já tenham passado o teste do tempo”, diz Paulo Gonçalves Marcos, um dos autores deste livro, referindo-se a ideias que podem ser aplicadas em economias como a portuguesa.

Segundo este autor, licenciado em economia (UCP), mestre em Gestão (UNL) e doutorando em Ciência Politica (UCP), nesta obra entende-se por Marketing Inovador “as formas inovadoras de fazer marketing e não o marketing das invenções”.

Para o outro autor, Bruno Valverde Cota, também professor e doutorado em Gestão de Empresas (Universidade de Évora), a razão de lançamento do livro é simples: “Eu julgo que havia uma oportunidade clara: nós temos vários manuais de marketing - e, temos alguns livros de casos práticos nesta área - e no fundo o nosso desafio foi conseguir integrar aspectos académicos e teóricos com uma componente mais pragmática”. O livro, dividido em duas partes, apresenta na primeira conceitos teóricos; na segunda ilustra e retira ilações sobre os mesmos. Entre os casos apresentados, destaque para o marketing das ONG, para os casos da Harley Davidson, do filme ‘A Paixão de Cristo’ ou até do Sporting.

sexta-feira, março 30, 2007

Lançamento Marketing Inovador...que sucesso



Foi de facto magnifico, alguém disse "Inovador", ter um Palácio, como o de Belmonte, completamente cheio, eu diria "a barrotar". Foram mais de duzentas pessoas aquelas que estiveram ontem a assistir ao lançamento do livro "Marketing Inovador". Que sucesso...

Desde jornalistas, a CEO's, a políticos, a directores, a quadros intermédios e a alunos ou simplesmente profissionais de marketing, amigos ou mentes curiosas, todos assistiram às intervenções anunciadas do Professor Zorrinho, Professor Borges Assunção, Prof. Luísa Leal de Faria (Vice-reitora) e dos autores.

Parabéns à Universidade Católica Editora e a todos os presentes o nosso muito obrigado.

www.marketinginovador.com

quinta-feira, março 29, 2007

"Marketing Inovador" - dia D


É hoje, dia 29 de Março, quinta-feira, pelas 18h30-20h00 que será lançado o livro "Marketing Inovador", da Universidade Católica Editora, no Palácio Belmonte.

www.palaciobelmonte.com

Páteo Dom Fradique,14
1100-624 LISBOA

Teremos um BusShuttle para levar os interessados entre o parque de estacionamento (Portas do Sol) e o Palácio.

Contamos consigo!

Dois ilustres amigos (Professores Doutores Carlos Zorrinho e João Borges Assunção) farão uma alocução a que se seguirão tb breves intervenções dos dois autores e a habitual sessão de autógrafos.

www.marketinginovador.com

quarta-feira, março 28, 2007

Marketing Inovador - amanhã lançamento de livro


Recordo que será já amanhã, dia 29 de Março, quinta-feira, pelas 18h30-20h00 que será lançado o livro "Marketing Inovador".

Como prometido em lugar de eleição, no Palácio Belmonte.

www.palaciobelmonte.com

Páteo Dom Fradique,14
1100-624 LISBOA

Teremos um BusShuttle para levar os interessados entre o parque de estacionamento (Portas do Sol) e o Palácio.

Contamos consigo!

Dois ilustres amigos (Professores Doutores Carlos Zorrinho e João Borges Assunção) farão uma alocução a que se seguirão tb breves intervenções dos dois autores e a habitual sessão de autógrafos.

Entrementes os teasers sobre o livro têm vindo a sair em coluna de opinião no Diário Económico, no blogue e são publicados no site de apoio ao livro (www.marketinginovador.com).

quinta-feira, março 22, 2007

Quem não tem dinheiro… já pode ter “vícios”!





Sabia que cerca de dois terços da população mundial aufere anualmente menos de 1.100€? Sabia que é possível elevar o patamar do poder de compra dos povos de países emergentes como a China, Índia, Filipinas, México e Brasil? Um estudo realizado por C.K. Prahalad da Michigan Business School e Allen Hammond do World Resources Institute, concluiu que os 18 países emergentes mais populosos acolhem 680 milhões de famílias com rendimentos anuais inferiores a 6.000€. Estas famílias representam conjuntamente uma massa crítica da dimensão do PNB da Alemanha - ganham por ano cerca de 1.4 milhares de milhões de euros.

Efectivamente, o poder de compra existe nestes mercados, mas em parcelas diferentes do que nos EUA, Europa ou Japão, onde as populações auferem 20 a 30 vezes mais. A pensar neste mercado, e apesar de na maioria dos casos os seus produtos e serviços serem inacessíveis financeiramente, algumas empresas têm dedicado os seus esforços de marketing nas micro-vendas. Na prática, estas vendas permitem a consumidores menos favorecidos, supostamente habitantes de países em via de desenvolvimento, adquirirem produtos apenas acessíveis a consumidores de países mais desenvolvidos e ricos. Entramos na era do “Sachet Marketing”. A essência desta nova tendência do marketing reside em ajudar as empresas a colocarem os seus produtos no mercado pensando pequeno, mas em quantidades grandes, sem perder o enfoque na marca. A gigante “Unilever” apresenta soluções ilustrativas na sua gama de detergentes, sabão e champô, para o Brasil, Índia, Filipinas e Tanzânia, onde por exemplo o sabonete é vendido em unidades reduzidas e a preços que rondam alguns cêntimos de Euro. A operadora “Telco” incentiva os Filipinos com um regime de “pré-pagos” que também permite ao cliente vender os créditos não utilizados a terceiros. O “Smart Buddy System” pode render aos seus utilizadores margens de 15%.

Então, o “Sachet Marketing” dirige-se principalmente a clientes com vontade de consumir, mas com dificuldades financeiras. Para o efeito, as empresas que o utilizam recorrem a micro-empréstimos, a porções reduzidas do produto ou serviço, leasing e opções de revenda de parte ou da totalidade do bem. Por exemplo, a “Whirlpool” penetrou nestes mercados através de uma gama de electrodomésticos estilizados e de baixo preço. Já a Microsoft, por apenas 33€, lançou o “XPLite”, com atributos inferiores ao “XP normal”, ao nível da resolução gráfica, opções de network e capacidade de multi-tarefas. Por outro lado, o “Citibank” na Índia foi o primeiro banco a ter a iniciativa de abrir contas “online-only”. Apenas por acesso via Internet, pequenos aforradores, com menos de 20€ podem subscrever estas contas especiais que funcionam exclusivamente via ATM, Internet e telefone. No primeiro ano abriram-se mais de um milhão de contas.

Todavia, é interessante que o “Sachet Marketing” está a ter igual sucesso nos países mais ricos. A Procter & Gamble e a Kraft Foods têm vendido nos E.U.A. os seus produtos em pequenas porções, como forma de combate à obesidade e de controlo de peso. A meu ver, novas oportunidades se abrem também em mercados como Portugal. Se, por exemplo, viaja muito, já pensou nas vantagens destes produtos? Podendo levar o que precisa, a um menor preço, e ocupando menos espaço.

Em suma, esta “nova fórmula” permite servir um produto ou serviço em porções mais económicas, o que nos tempos que correm é útil a todos nós. Fica a dica para as empresas e consumidores portugueses…

Artigo publicado hoje no Jornal de Negócios

terça-feira, março 20, 2007

A propósito de OPA's

Num quadro de uma OPA, como o recente caso da Sonae com a PT, é fundamental que o seu benefício seja apresentado de forma explícita, como um benefício para os consumidores, de modo a que estes se sintam implicados na “operação”. Já Montaigne escreveu “a palavra é metade de quem a diz e metade de quem a escuta”.

Assim, numa situação de OPA, é fundamental que na projecção da sua comunicação se considere como poderá o público (e os media) reagir à mensagem que se pretende emitir. Para que o objectivo desta comunicação se cumpra é essencial que os destinatários a processem da forma pretendida, sem o que as suas percepções e atitudes não serão afectadas. Claramente, a credibilidade é um dos pontos-chave. Qualquer pessoa pode falar sobre a OPA. O que é verdadeiramente difícil é lograr credibilidade, e essa provém normalmente da comunicação indirecta, ou seja, daquilo que é mais insinuado do que dito. Da opinião dos jornalistas, dos comentadores, dos especialistas … do público em geral!

Se os destinatários são convidados a irem para além do óbvio, abre-se a porta para o processamento activo da informação, o que permite um envolvimento com a comunicação e, certamente, um envolvimento maior com tudo que envolva a OPA. Todavia, é indispensável que a mensagem seja rica de conteúdo e susceptível de ser analisada e interpretada. Por isso, uma comunicação deste género, ao apelar para a inteligência e interesse do público, induz os seus destinatários a “completarem a mensagem” e de decidir o seu significado e destino final, o que me parece mais eficaz para uma melhor compreensão como aceitação da mensagem.

Refira-se que o sucesso de uma comunicação de OPA decorre também do uso que ela tem e do modo como os destinatários reagem e actuam em função dela. E aí a capacidade de relacionamento com os “influenciadores” de opinião e a disponibilidade e qualidade da informação são fundamentais. Na língua inglesa chama-se a isso “Publicity”, conceito diferente do vulgarmente conhecido de Relações Públicas. O significado deste novo conceito é quase como uma “boa publicidade grátis”, ou seja, a empresa consegue que os media veiculem mensagens não pagas abonatórias sobre a OPA. Aqui o rigor e a forte capacidade de gestão no relacionamento com os meios de comunicação social é preponderante para que se obtenha a exposição pública pretendida. Aguardaremos as próximas OPA's…

segunda-feira, março 19, 2007

Dia 29.03.2007 pelas 18h30 no Palácio Belmonte


Recordamos que será no próximo dia 29 de Março, quinta-feira, pelas 18h30-20h00 que o Doutor Bruno Valverde Cota e o Dr. Paulo Gonçalves Marcos lançarão o livro "Marketing Inovador".

Como prometido em lugar de eleição, no Palácio Belmonte.

www.palaciobelmonte.com



Páteo Dom Fradique,14
1100-624 LISBOA

Teremos um BusShuttle para levar os interessados entre o parque de estacionamento (Portas do Sol) e o Palácio.

Reserve já na sua agenda.

Dois ilustres amigos (Professores Doutores Carlos Zorrinho e João Borges Assunção) farão uma alocução a que se seguirão tb breves intervenções dos dois autores e a habitual sessão de autógrafos.

Entrementes os teasers sobre o livro têm vindo a sair em coluna de opinião no Diário Económico e são publicados no blogue de apoio ao livro (www.marketinginovador.blogspot.com).

sexta-feira, março 16, 2007

Reserve dia 29 de Março na sua agenda





No dia 29 de Março eu e o Dr. Paulo Marcos lançaremos, em pequena festa, o livro Marketing Inovador, com uma sessão de autógrafos e um convívio alusivo ao tema.

A partir das 18h30 e até cerca das 20h.

Se puder reservar na sua agenda...

Daremos mais pormenores nos próximos dias.

quinta-feira, março 15, 2007

Forum: comentários ao artigo do DE

Deixo-vos alguns dos comentários ao artigo publicado ontem no DE.

Se ainda não comentou o artigo faça-o agora aqui:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/749419.html

Comentários

Bernardo A.
É indiscutivel que a publicidade é cara e nos tempos que correm pouco eficaz. O desafio está em se encontrar novas formas de comunicar que entrem no "coração" do consumidor. Concordo que cada vez mais deverá haver um apelo à emoção... mas isto é só uma parte do todo.

Victor Cruz (victor.cruz@telware.pt)
Brilhante...

Mário Marques (mariomarques@netcabo.pt)
Boa abordagem ao tema. Sugiro que seja o primeiro capítulo, visto o tema ser tão vasto e aliciante.

NapoLeão
Actualmente as estratégias de marketing já contemplam formas excelentes de comunicação. Só que falha...o poder de compra dos portugueses. Mas vale a pena...ir tentando !

Magda Reis (magdaccreis@hotmail.com)
Realmente nos dias de hoje as pessoas estão cada vez mais saturadas com a quantidade de publicidade com que se deparam. Dentro deste contexto, utilizar novas formas de captar a atenção do consumidor é algo que se tornou uma necessidade por parte de cada marca. Cada vez mais publicidade, cada vez mais concorrência e consumidores cada vez mais exigentes, fazem com que comunicar de forma eficaz se torne um grande desafio p os anunciantes. Na minha opinião, esta situação acaba por ser muito positiva, já que provoca mudanças, obrigando a evolução e desenvolvimento de algo, neste caso, a comunicação.

Alentejano
Um bom artigo,sem dúvida..Mas Dr.,aquela do BES,de pôr o José Pedro a falar com o "burro" (euribor),não lembra ao diabo,não concorda..Além de outros,claro..Fazem de NÒS,parvos,acredite..

Alice das Maravilhas
Actualmente assiste-se,a um maior numero de alunos universitários a frequentarem cursos de marketing. O problema do marketing é atingir o maior numero possivel de franjas de mercado, este encontra-se cada vez mais pulverizado,o que obrigará a satisfazer cada vez mais a procura de pequenos grupos de consumidores.O marketing de hoje trabalha no "customazition on demand"

Silvia Alexandra Correia
Sem dúvida, a publicidade que faz hoje em dia nos meios de comunicação tradicionais, além de envolverem um grande investimento, por vezes em vão, de certa forma começa a saturar, pois ninguem gosta de ser interrompido por anúncios no meio daquele programa que tanto se gosta. A comunicação não tradicional, pode revelar uma grande oportunidade para chamar a atenção do público, pois deve ter maior impacto ver a promoção deste ou daquele produto que usamos em casa numa novela ou qualquer outro programa do que nos anúncios tradicionais.

Mário Silva (m_andre_s@msn.com)
Com a exigência dos consumidores a aumentar, cultura e etc, não estão disponiveis para ver publicidade dai em parte o declinio da publicidade na Televisao. Sendo natural que se tente caminhos pouco ortodoxos, para cativar clientes, sempre com bons resultados.

Paulo A.
Estamos perante um tema da actualidade e cada vez com maior relevância. Penso que o final do artigo publicado ficou em aberto para uma nova publicação, utilizando certamente o mesmo tipo de linguagem clarificada e qualidade dos conteúdos a que já nos habituou.

Leonel Santos (leonel-santos@sapo.pt)
Tenho o gosto de ter o Dr. Bruno Valverde Cota como professor numa disciplina de Marketing Bancário, e acreditem este senhor é incrivel. Posso até considera-lo como um GURO de Marketing. Dr. Bruno Cota, parabens pelo seu trabalho.

BVC:Resposta ao leitor Alentejano (bmcota@marketingfaculty.com)
Caro Leitor já Aristóteles dizia que "o riso é próprio do homem”. Permita-me que considere o exemplo que referiu um bom caso.Com um burro que ouve “senta”, mas “sobe”, e que ouve “desce” e definitivamente não “obedece”, este banco procura apelar ao crédito habitação com taxa fixa, numa fase em que a tendência da Euribor (a taxa e pelos vistos também o “burro”) é para subir.A utilização do humor imprime um novo tom à comunicação. O enfoque principal deixou de ser o produto e passou a ser o consumidor. Como? Através da surpresa, do imprevisto e do toque emocional.Todavia, a eficiência do humor na comunicação estará no balanço correcto da utilização da hipérbole e do humor com a realidade dos factos. Muito obrigado pelo seu comentário.Bruno Valverde Cota

João Rodrigues (joaocvrodrigues@netcabo.pt)
Tema muito actual e de grande relevância. É de facto necessario encontrar novas formas de fazer a mensagem chegar ao cliente mas de uma forma que não seja o "vencer pela persistencia", mas sim pela eficácia e alegria da mensagem em si! Agora está na mão dos criativos reinventar novas formas de o conseguir! Cumprimentos. JR

quinta-feira, março 08, 2007

…e o futuro está já aí!


O tempo passou depressa… e quando me apercebi… passaram seis meses desde o início desta coluna. Aliás, o mundo como vimos diariamente está em constante mudança. As empresas todos os dias mudam e se adaptam. As pessoas constantemente aprendem e se transformam. A vida muda. Os objectivos e as preocupações mudam. Mas, ainda bem que assim é! Tudo isto, o bom e o mau, faz-nos crescer, amadurecer e no fundo, para mim, o importante é continuar a caminhar, a construir, a fazer coisas.

Neste momento particular, gostaria de recordar as palavras de José Martí, apóstolo e mártir da independência de Cuba, que escreveu que “o homem durante a sua vida deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Ora, eu já plantei algumas árvores, escrevi vários livros e recentemente tive também a felicidade e o prazer de sentir o amor de pai. A vida muda… e se muda! Por exemplo, é a primeira vez que escrevo um artigo de opinião com “música de fundo”. Mas o prazer e a emoção são acrescidos. É o que acontece quando se trata de crianças. Para as empresas é indiscutível que as crianças hoje constituem um enorme “mercado” potencial. E, ainda mais, interessante é que pode ser visto como três “mercados” distintos: um mercado actual, primário (gastam o seu próprio dinheiro na satisfação das suas próprias necessidades), um mercado de influência (levam os pais a consumir, de acordo com as suas necessidades) e um mercado futuro (para todos os bens e serviços).

Sendo assim parece-me relevante elencar algumas tendências que tornam este mercado apetecível:
a) Existem mais fontes de rendimento por criança: muitas mulheres integraram a vida activa;
b) Existem menos crianças por família: a taxa de fertilidade era de 3.0 crianças por mulher em 1966, desceu para 2.2 em 1982 e em 2005 era de 1.47;
c) Os pais são mais velhos e, geralmente, com mais posses: os pais tendem a ter filhos mais tardiamente (sobretudo pelo facto das mulheres darem prioridade às suas carreiras numa primeira fase) e têm-nos numa fase em que já se encontram mais “folgados” economicamente, acabando por dar mais importância às crianças;
d) As famílias “fracturadas” são cada vez mais frequentes, logo as crianças recebem geralmente um maior número de presentes e uma maior quantidade de dinheiro (dos diversos conjuntos de pais e avós);
e) As famílias mono-parentais são também cada vez mais frequentes (passaram de 204 mil em 1992 para 274 mil em 2004), o que leva a que as crianças atinjam uma maturidade como consumidores mais cedo (tornam-se independentes e auto-suficientes mais cedo em termos de compras) e possam ter uma fonte de rendimento adicional;
f) Os avós tornam-se mais importantes e presentes na vida das crianças, na medida em que os pais se encontram ambos a trabalhar ou que só existe um dos pais: verifica-se que os avós em média tendem a gastar mais por cada criança que os seus pais;
g) Observa-se um crescimento do “sentimento de culpa” por parte dos pais, mais ausentes por se encontrarem a trabalhar ou por serem divorciados ou sozinhos, que os faz gastar mais com as crianças que no passado;
h) Os pais preocupam-se mais com o futuro dos seus filhos, sobretudo devido à incerteza do ambiente económico, e gastam mais em actividades extra-curriculares, em formação adicional, entre outros.

E você, na sua empresa, está atento à importância deste segmento? O futuro está já aí…

Artigo publicado hoje no Jornal de Negócios